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Justiça ordena suspensão de obras em torno do Aeroporto de Fortaleza após denúncia de desmatamento de floresta

Órgãos ambientais suspendem obra próxima ao Aeroporto de Fortaleza A Justiça Federal do Ceará suspendeu, de forma liminar, as obras relacionadas à constru...

Justiça ordena suspensão de obras em torno do Aeroporto de Fortaleza após denúncia de desmatamento de floresta
Justiça ordena suspensão de obras em torno do Aeroporto de Fortaleza após denúncia de desmatamento de floresta (Foto: Reprodução)

Órgãos ambientais suspendem obra próxima ao Aeroporto de Fortaleza A Justiça Federal do Ceará suspendeu, de forma liminar, as obras relacionadas à construção de um hub logístico no entorno do Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza. A decisão ocorreu após uma ação pública civil denunciar o desmatamento de mais de 60 hectares de Mata Atlântica no terreno do aeroporto, o que seria mais do que havia sido autorizado pelas autoridades ambientais. A liminar da 7ª Vara Federal, localizada em Fortaleza, ordena a suspensão de novas supressões de vegetação ou outras intervenções ambientais na área, bem como a paralisação de obras ou movimentações de terra relacionadas ao empreendimento imobiliário, até que as partes citadas manifestem e o juízo emita uma nova decisão. ➡️Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp A liminar dá 10 dias para que a empresa responsável pelas obras do complexo logístico, a Aerotrópolis, se manifeste apresentando a documentação referente ao licenciamento ambiental do empreendimento; as autorizações para supressão vegetal e os estudos ambientais . A concessionária do aeroporto, a Fraport Brasil, também deve se manifestar e apresentar a documentação. 📍A pernambucana Aerotrópolis tem planos para construir um complexo logístico no entorno do aeroporto no local onde as árvores foram derrubadas. O terreno faz parte da área do aeroporto, que foi concedido à empresa Fraport Brasil pela União, por isso o caso foi para a Justiça federal. Os protestos contra o desmatamento da área no entorno do aeroporto começaram em setembro de 2025, após entidades de defesa do meio ambiente apontarem irregularidades no processo. Segundo a denúncia, ao todo, 63 hectares de Mata Atlântica foram desmatados. Na denúncia, os reclamantes alegam ainda que a cessão do terreno pela Fraport para a construção do hub logístico pela Aerotrópolis está em "desacordo com o contrato de concessão do aeroporto". A região desmatada fazia parte de uma área de Mata Atlântica replantada, uma vez que a mata original já havia sido desmatada décadas atrás. Conforme a denúncia, a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), teria autorizado a supressão da vegetação a partir de critérios inadequados. Os reclamantes alegam, por exemplo, que a autorização foi dada pela Semace sem a anuência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), apesar de se tratar de área superior a 50 hectares de vegetação de Mata Atlântica, o que exigiria participação do órgão ambiental federal. Por meio de nota, a Fraport Brasil afirmou que não é responsável pela execução da obra e que a Aerotrópolis não é contratada da concessionária. A concessionária afirmou ainda que terrenos da área do aeroporto "podem ser destinadas à exploração comercial por investidores independentes". Já a Aerotrópolis informou, por meio de nota, "que foi intimada em ação popular relacionada à área no entorno do aeroporto e que continuará trabalhando de forma colaborativa com todos os órgãos". A empresa disse ainda que o autor da ação judicial apresentou "informações desatualizadas e imprecisas". Initial plugin text Na liminar, a 7ª Vara Federal também ordenou que a Semace se manifeste a respeito da denúncia, bem como o Ibama. Após isso, uma nova decisão judicial será elaborada. Ao g1, a Semace informou que ainda não foi notificada da decisão e que só irá se manifestar quando receber a notificação. Em outubro de 2025, após as denúncias vieram a tona, a Semace visitou o local das obras e disse que havia irregularidades no processo de supressão da vegetação, com as empresas tendo desmatado mais do que tinham recebido permissão. O órgão afirmou que houve manejo dos animais locais de forma "inadequada". Desde então, a licença de construção estava suspensa. À época, a Semace ressaltou que, a despeito das irregularidades encontradas durante visita às obras, todo o processo de licenciamento ambiental seguiu os trâmites legais, contando com a anuência da Prefeitura de Fortaleza desde 2023. O procedimento envolveu levantamento de dados pela plataforma SOS Mata Atlântica, vistoria de campo e inventário florestal. No entanto, a autarquia afirma que a atuação da empresa não respeitou as condições autorizadas. O que dizem os envolvidos Por meio de nota, a Fraport Brasil informou que a Aerotrópolis não é contratada da concessionária e que a concessionária não é responsável pela execução da obra. "O empreendimento em questão não é executado pela Fraport, mas por terceiro investidor que atua em área regularmente cedida, nos termos do contrato de concessão", disse. A concessionária afirma ainda que terrenos área do aeroporto "podem ser destinadas à exploração comercial por investidores independentes, que passam a ser integralmente responsáveis pelo desenvolvimento do projeto, incluindo o cumprimento de todas as exigências legais nas esferas municipal, estadual e federal". A concessionária destacou ainda que a concessão do terreno para a Aerotrópolis segue um processo independente da concessão do aeroporto, "sendo que o prazo do empreendimento logístico pode, inclusive, ser superior ao período da própria concessão do aeroporto". Já a Aerotrópolis informou, por meio de nota, "que foi intimada em ação popular relacionada à área no entorno do aeroporto e que continuará trabalhando de forma colaborativa com todos os órgãos" "Cabe destacar que a demanda apresentada pelo autor continha informações desatualizadas e imprecisas, contrastando com a documentação técnica da empresa, que estava devidamente atualizada e em conformidade com as exigências legais. A Aerotrópolis reafirma que todas as ações executadas foram devidamente licenciadas, com base em estudos técnicos especializados, não havendo qualquer decisão definitiva que aponte irregularidade", disse a Aerotrópolis. Floresta em torno do Aeroporto de Fortaleza é desmatada, e órgãos ambientais citam irregularidades Divulgação Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

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